Friday, October 07, 2005

Jihad à portuguesa

O email já circulava na internet havia algumas semanas, e hoje a história foi finalmente corroborada no programa da Fátima Lopes (SIC): há um indivíduo de etnia árabe/paquistanesa aparentemente responsável por vários ataques com arma branca a transeuntes que se encontravam algures entre a Praça de Espanha e o El Corte Ingles. Uma das vítimas - um jovem - veio a falecer a caminho do hospital, enquanto uma outra - filha de um professor catedrático - teve de receber um transplante de urgência para salvar a sua vida.
O assassino encontrava-se vestido com trajes paquistaneses típicos (calças largas e camisa longa até ao joelho) , e segundo alguns testemunhos, pergunta as horas às vítimas antes de as esfaquear. Esta história é verídica. A única dúvida que resta é a de saber se o criminoso se trata de um simples louco ou de um fanático religioso com afinidades ao terrorismo islâmico.
Até à data, o criminoso encontra-se à solta, pelo que é urgente passar a mensagem a todos quantos conheçam: mantenham-se alerta!

Tuesday, September 13, 2005

O ABC do imperialismo islâmico

Vi ontem nas notícias que um príncipe Saudita estava de visita a Portugal, onde se encontrou com um mui babado ministro da Economia. O príncipe aproveitou para opinar acerca do preço do petróleo - que segundo ele nunca deveria estar acima dos 40 dólares. Segundo o referido príncipe, os preços elevados são inteiramente da culpa das refinarias norte-Americanas. Naturalmente que isso não passa de um monte de tretas para Bloquista repetir. Os preços do petróleo estão elevados porque a procura aumentou muito mais do que a oferta (maioritariamente devido ao desenvolvimento económico da China) e porque a oferta já não tem a elasticidade que tinha há trinta anos atrás (porque a exploração petrolífera na Arábia já se encontra na fase descendente). Como não podia deixar de ser, o petróleo refinado na América não tem nada que ver com o preço da gasolina na Europa, até porque a maioria - para não dizer a totalidade - do petróleo consumido na Europa é refinado no velho continente. Na prática, a opinião Saudita (recebida por um sorriso ministerial Português inacreditavelmente alarve) vale o mesmo que uma moeda de cinquenta centavos - aquelas que valiam tanto que os miúdos as colocavam nos carris de metro?
A outra boa-nova vinda das Arábias era a de que ia haver um intercâmbio cultural entre Portugal e a Arábia Saudita, notícia que obviamente me deixa incomodado. Portugal irá enviar uns quinze artistas para a Arábia aonde eles irão representar Portugal. Com o presente estado da nossa economia, tão ilustre embaixada com certeza que irá causar tão boa impressão como os coláres de contas com que Vasco da Gama presenteou o samorim de Calicut impressionaram o último, habituado ao luxo palaciano asiático. Em pouco tempo Portugal e Calicut guerreavam-se numa longa disputa que levou dez anos a encontrar solução.
Portugal já abandonou as suas ambições imperiais há algumas décadas, mas os Árabes não. Os Sauditas têm uma fonte ilimitada de petro-dólares, pelo que podemos ter a certeza que a sua embaixada cultural será com toda a certeza bem menos parca que a que Portugal irá enviar. E é exactamente disso que se trata: de imperialismo. Para além de uma ou outra migalha na indústria da construção, Portugal não tem absolutamente NADA a ganhar com cimentar relações com um estado que é reconhecidamente o maior promotor do terrorismo internacional, sobretudo quando nos encontrámos numa posição tão desfavorável. O samorim de Calicut teve a lucidez de mandar Vasco da Gama passear enquanto nós recebemos o enviado de um estado terrorista como se disso dependesse o nosso futuro.
Em política não há amigos, há interesses. Não temos ouro, não temos diamantes, nem sequer o nosso vinho do Porto lhes desperta interesse (como muçulmanos, não o podem beber). Que interesse têm os Árabes em Portugal? Portugal é o país da Europa ocidental com menor percentagem de muçulmanos. O país possui apenas cerca de 50.000 muçulmanos que na maioria dos casos são imigrantes de Moçambique ou da Guiné. Não só o Islão por eles praticados é muito menos extremista que o Islão Saudita, mas também os seus números - por enquanto reduzidos - fazem com que a população muçulmana em Portugal seja completamente irrelevante no que diz respeito à condução da política do país. Os Portugueses não sentem atracção nenhuma pela religião islâmica, pelo que não se verificaram conversões em número significativo por parte de nacionais. Na verdade, o número de muçulmanos é tão reduzido que é provável que a população muçulmana residente em Portugal venha a ser a mais "europeizada" de todo o continente.
A entrada dos petro-dólares Sauditas altera todo este equilibrio. Com recursos ilimitados, os Sauditas podem iludir uma população deprimida e impressionável com um fausto e riqueza inimagináveis. Mais perigosa ainda é a possibilidade de algum acordo comercial ter a contrapartida de se permitir a entrada e permanência de alguns milhares de imigrantes marroquinos em solo Português. Marrocos é o país onde apenas 22% da população se afirma ser contra os atentados terroristas suicidas. Com o aumento da importância do voto muçulmano, altera-se o rumo político do país, cada vez mais pró-islâmico e anti-ocidental.
A minoria muçulmana em crescimento começa por se afirmar vítima de discriminação religiosa (discriminação inexistente, ao contrário do que acontece aos não-muçulmanos residentes em terras muçulmanas como a Palestina). O objectivo desta fase é o de fazer os ocidentais sentirem-se culpados e fazerem as necessárias cedências. Em seguida, a minoria exige cedências no que diz respeito à legislação do estado em que reside (coisas menores como exigirem feriados, podendo mesmo exigir a adopção da Sharia ou lei islâmica que é absolutamente incompatível com a Declaração Universal dos Direitos do Homem, declaração que de resto não foi adoptada por nenhum país muçulmano). À medida que a minoria aumenta, começa a eleger os seus próprios representantes. Tendo uma taxa de natalidade muito superior à da população nativa, é uma questão de tempo até a última ser assimilada ou destruída pela primeira.
Agora digam-me: o que é que Portugal ganha com isso? Absolutamente nada.

Friday, September 02, 2005

Beslan faz hoje um ano

Se tiverem oportunidade não percam o documentário (de origem norueguesa) que a CNN está a transmitir.

O furacão Katrina é castigo de Allah

Pelo menos isso é o que escreve no diário Al-Siyassa o senhor Muhammad Yousef Al-Mlaifi, director do centro de pesquisa de um ministério Koweitiano.

"Oh honored gentlemen, I began to read about these winds, and I was surprised to discover that the American websites that are translated [into Arabic] are talking about the fact that that the storm Katrina is the fifth equatorial storm to strike Florida this year… and that a large part of the U.S. is subject every year to many storms that extract [a price of] dead, and completely destroy property. I said, Allah be praised, until when will these successive catastrophes strike them?

"But before I went to sleep, I opened the Koran and began to read in Surat Al-R'ad ['The Thunder' chapter], and stopped at these words [of Allah]: 'The disaster will keep striking the unbelievers for what they have done, or it will strike areas close to their territory, until the promise of Allah comes to pass, for, verily, Allah will not fail in His promise. ' [Koran 13:31]."

Se o Katrina é o castigo de Allah, então eu gostaria de saber o que é que este senhor acha do tsunami que atingiu os países islâmicos há pouco menos de um ano. Tendo em conta os biliões que a caridade ocidental ofereceu após essa tragédia, será que este tipo de comentários profundamente ingratos é a única "ajuda" que a América pode esperar daqueles que nem há quinze anos imploravam por ajuda americana contra os tanques russos de Saddam? A ingratidão é linda.

Saturday, August 13, 2005

A Coca-Cola é anti-islâmica

Pelo menos isso é o que pensam as responsáveis pelo site The Muslim Woman. É absolutamente inacreditável o nível da paranoia a que os radicais islâmicos já chegaram.

Tuesday, August 09, 2005

A autoestrada para Meca


É com esta visão que se depara qualquer indivíduo que se queira dirigir a Meca. Como se pode depreender pela imagem, se não for muçulmano a entrada na cidade mais santa do Islão esta-lhe automaticamente vedada. Mais outra pérola da "religião da paz". Se estivessemos a falar de raças, isto seria um caso flagrante de racismo. Como estamos a falar de religião, ter-nos-emos de contentar com o epíteto de "discriminação religiosa". Até onde se deve tolerar a intolerância? Esta é a questão que todos os políticos Britânicos fazem a eles próprios neste momento. A fotografia foi obtida do jornal conservador The Primary Source.

Sunday, July 31, 2005

BBC: A homosexualidade nos países islâmicos é punida com a morte

Por entre as inúmeras afirmações de que "Islam is peace" (o Islão é paz), volta e meia encontramos algumas verdades meio escondidas pela propaganda do politicamente correcto. E é assim que ficamos a saber pela BBC, que a homosexualidade é ilegal em quase todos os países muçulmanos, e punida com a morte em muitos deles. A frase original é a seguinte:
(...) Homosexuality is illegal in almost all Muslim countries, and punishable by death in many of them. (...)
Agora vêm as inevitáveis perguntas da praxe:
1) Se o Islão é paz, tolerância e respeito pela diferença, porquê ilegalizar a homosexualidade - e porquê executar adolescentes por serem homosexuais?
2) Aonde estão a ONU, a Amnistia International e todas as organizações que defendem os direitos do Homem? Aonde está Kofi Annan?
3) Aonde estão os líderes Islâmicos que tanto gostam de apontar o dedo ao Ocidente? Porque estão eles silenciosos? Porque é que as vozes críticas vêm invariavelmente das democracias ocidentais?
Há toda uma série de verdades que têm de ser afirmadas de uma vez por todas: a civilização ocidental não é de modo algum perfeita, mas dadas as outras opções ela é de longe aquela que mais protege os Direitos do Homem. Enquanto nós não devamos ter a arrogância de pensar que os nossos valores têm de ser totalmente adoptados por todo o mundo, há atitudes que nós não devemos nem podemos tolerar em nome do respeito pela diferença. Em Cartago, era norma sacrificarem-se os filhos e filhas da aristocracia para agradar ao deus Baal - e entretanto, o mundo evoluiu. São as tradições e os costumes que se têm de adaptar aos tempos, e não os tempos que se têm de adaptar a tradições completamente desadequadas e bárbaras.
A minha posição relativamente à homosexualidade é a mesma do comum dos portugueses: respeito, embora haja determinados comportamentos que eu preferia não ter de assistir (nomeadamente ver bichonas vestidas de Amália Rodrigues ou de Carmem Miranda). Eu também preferia não ter de ver a Lili Caneças ou o José Castelo Branco, mas nem por isso me passa pela cabeça executá-los. É essa a maior prenda da democracia moderna: o respeito pela diferença em nome da tolerância, desde que o respeito por essa diferença não implique desrespeitar os Direitos do Homem.

Saturday, July 23, 2005

As estatísticas que ninguém quer enfrentar

Via Telegraph chegam-nos alguns dados estatísticos aterradores acerca da posição da população muçulmana na Grã-Bretanha após os atentados de Londres:

(...) However, six per cent insist that the bombings were, on the contrary, fully justified. Six per cent may seem a small proportion but in absolute numbers it amounts to about 100,000 individuals who, if not prepared to carry out terrorist acts, are ready to support those who do. (...)

the proportion of YouGov's respondents who, while not condoning the London attacks, have some sympathy with the feelings and motives of those who carried them out is considerably larger - 24 per cent.

A substantial majority, 56 per cent, say that, whether or not they sympathise with the bombers, they can at least understand why some people might want to behave in this way. (...)

The sheer scale of Muslim alienation from British society that the survey reveals is remarkable. (...)

For example, YouGov asked respondents how loyal they feel towards Britain. As the figures in the chart show, the great majority say they feel "very loyal" (46 per cent) or "fairly loyal" (33 per cent) but nearly one British Muslim in five, 18 per cent, feels little loyalty towards this country or none at all. (...)

However, nearly a third of British Muslims, 32 per cent, are far more censorious, believing that "Western society is decadent and immoral and that Muslims should seek to bring it to an end". Among those who hold this view, almost all go on to say that Muslims should only seek to bring about change by non-violent means but one per cent, about 16,000 individuals, declare themselves willing, possibly even eager, to embrace violence.

Deve-se entender por "meios não violentos" o recurso à taxa de fertilidade, que é muito mais elevada nas minorias muçulmanas que nas populações Europeias nativas. Na prática, isso significa que dentro de duas ou três gerações, o último reduto da civilização Europeia será... a América. Continuando:
(...) Nearly half, 47 per cent, say they would also go to the police if they believed an imam or other religious person was trying to radicalise young Muslims by preaching hatred against the West. (...)
O artigo do Telegraph termina com este parágrafo tranquilizador:
(...) Taken as a whole, the findings of YouGov's survey suggest that, although large numbers of British Muslims dislike British society and in some cases may be tempted to attack it, the great majority are loyal and law-abiding and are unlikely to provide the radicals with moral support, let alone safe havens.
Do alto da minha ignorância, eu vejo as coisas de outro modo. Quando uma percentagem equivalente a 100.000 indivíduos admite ser capaz de praticar ou apoiar o terrorismo, eu acho que há algo de muito errado. Não sei, se calhar sou eu que sou esquisito, mas para mim quando 100.000 o admitem, isso significa que o número real será certamente muito superior. Afinal de contas, nem todos têm a coragem para admitir o seu próprio radicalismo em público. Há alguns meses, o doutor Daniel Pipes estimou em 10-15% a percentagem de muçulmanos que estariam prontos a praticar ou apoiar logisticamente actos de terrorismo - um total de 100 a 150 milhões de potenciais terroristas islâmicos.
Tão ou talvez até mais grave, é a assunção de que a maioria dos muçulmanos são "loyal and law-abiding" quando apenas 47% se afirmam dispostos a delatar o radicalismo nas mesquitas.
Há uma série de conclusões a tirar deste estudo:
a) O multiculturalismo puro é um falhanço tremendo. Isso não significa de modo algum que os países devam fechar as fronteiras e adoptar o isolacionismo cultural, mas significa que qualquer nação deve fazer os possíveis por fazer com que os residentes adoptem ou pelo menos aceitem o essencial da matriz historico-cultural do estado que adoptaram. O multiculturalismo ensina-nos que até a intolerância deve ser tolerada em nome do respeito pela diferença, o que é obviamente um ensinamento suicida.
b) A integração cultural das populações imigrantes tem de ser uma prioridade de todos os países ocidentais. O ensino público tem enormíssimas responsabilidades no que a isso diz respeito.
c) A Europa vai ter de enfrentar de uma vez por todas as consequências da baixa da taxa de fertilidade. A longo prazo, a imigração não é solução. Ou se abandona a política do estado social, ou se fomenta a natalidade.
d) Há culturas mais desejáveis que outras, no que diz respeito à imigração. Por outras palavras, há populações mais facilmente assimiláveis. Não estou a falar de raças, mas sim de ideologias e hostilidades com base cultural. Tal como não faria sentido pôr um pedófilo a tomar conta de um jardim-escola, também não faz qualquer sentido aceitar no seio da comunidade Europeia indivíduos que são hostís ao nosso modo de vida, cultura e civilização.
e) A comunidade muçulmana na Europa tem de assumir abertamente a sua posição e escolher um lado. Nas palavras de George W Bush (alguém que tem sido seriamente sub-valorizado), "Ou estão connosco, ou estão contra nós". Basta de jogo duplo.
Em um dos últimos capítulos de "A força da Razão", Oriana Fallaci - depois de apresentar um futuro sombrio para a Europa - encontra ânimo numa cena comovente que presenciou em Nova Iorque durante o ano novo: em directo para a televisão, um jovem namorado escreveu num cartaz dirigido à sua namorada "Will you marry me?". Poucos minutos depois, o mesmo jovem escreveu "She said yes!", ao que se seguiu uma chuva de aplausos da multidão que se encontrava na rua. Espontaneamente, alguém escreveu em outro cartaz "Plenty of children".
Se não estou em erro, esta cena aconteceu no ano novo de 2002 para 2003. Fallaci encontra esperança neste episódio, porque quem tem filhos tem esperança no futuro. Confesso que quando li o livro, fiquei desapontado. Eu esperava uma cura milagrosa contra o fundamentalismo, uma solução aparente que ninguém senão a autora teria notado. Lembro-me que na altura, mordi os meus lábios e pensei "Estamos tramados".
Actualmente estou mais optimista. Qual é o pai que não estaria disposto a lutar e a defender o futuro dos seus filhos? E esse é que é o problema dos fundamentalistas. Eles sub-valorizam o poder do amor (passo a piroseira).