A razão de existir de este blog
Escrevo a 9 de Julho de 2005, pouco mais de 48 horas depois de ter tomado conhecimento do que se passou em Londres. Nunca me esquecerei de como fiquei colado à televisão durante dias a fio após o 11 de Setembro. O 11 de Março já não me apanhou tão desprevenido, e confesso que o 7 de Julho não me surpreendeu minimamente. Porquê? Porque cerca de um ano após o 11 de Setembro eu iniciei a minha educação "Islâmica". Foi importante ter visto confirmadas muitas das minhas suspeições acerca da incivilidade e desrespeito completo pelos direitos humanos que são norma nos países Islâmicos.Mais importante ainda foi o ter acordado para a realidade da Europa dos nossos dias: um continente com complexos fortíssimos de culpa pós-colonial, com uma imprensa em grande medida infectada pelo radicalismo de esquerda, e com uma classe política que através de uma política de imigração altamente irresponsável está a condenar toda uma civilização a uma morte lenta, mas certa.Por outro lado, doi-me profundamente ver que muito poucos têm noção do que está verdadeiramente escrito no Corão ou na Hadith. Quem são os "filhos dos macacos e dos porcos"? O que é um dhimmi? Porque é que um cristão não pode construir uma igreja (nem sequer reparar uma telha que seja) num país muçulmano? Porque é que um muçulmano que se abandone o Islão deve - pela lei Islâmica - ser condenado à morte? Porque é que no "moderado" Marrocos, um cristão apanha três anos de cadeia se tentar converter um muçulmano? Como estas há milhares de outras perguntas para as quais poucos têm resposta. Expor o Islão como o culto imperialista, fascista, intolerante que ele é não é racismo. Há muçulmanos de todas as cores, formas e feitios: há muçulmanos brancos, pretos, amarelos, e pelo que tenho ouvido dizer até já há muçulmanos Amerindios. A questão não é a raça, a questão é a ideologia subjacente de desrespeito absoluto por tudo o que não é território Islâmico (Dar Al-Islam), mas sim "território da guerra" (Dar Al-Harb). Eu não sou um perito no Islão. Não tenho essa arrogância, três anos de estudos em part-time é muito pouco. Agora, garanto que sei mais acerca do assunto do que aqueles que elegemos. Talvez mais importante é o facto de eu não ser ninguém, e de ter a liberdade de expor a verdade tal como ela é. António Vitorino é alguém, e por isso tiro-lhe o chapéu pelo discurso claro, inteligente e objectivo que fez acerca do terrorismo Islâmico. Mário Soares, pelo contrário, veio com as baboseiras ignorantes a que já nos habituou nos últimos anos: que o terrorismo acontece porque os muçulmanos estão desesperados e são muito pobres (aonde é que estão os terroristas Moçambicanos?). Essas falácias - e muitas outras - ficarão permanentemente arquivadas neste blog.

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